quinta-feira, 4 de maio de 2017

inacabado.

 
 
"Francisco Marques de Sousa Viterbo foi médico, poeta, jornalista e arqueólogo. Deixou cedo a profissão de médico, dedicando-se apaixonadamente à arqueologia onde se notabilizou com o inovador artigo “Archeologia Industrial Portuguesa: Os moinhos”, entre outras obras de referência. Como jornalista evidenciou um sentido de justiça social, acreditava na bondade do homem e na unidade do progresso, construído em harmonia social Defensor do regime republicano, tomou a sua defesa em alguns editoriais que escreveu.
O Jazigo foi construído por iniciativa da Associação dos Arquitetos Portugueses em homenagem a Sousa Viterbo. Da autoria de Francisco Santos, o conjunto compreende uma estátua feminina, coberta por um arco inacabado, tendo aos pés um ramo partido. 
A figura feminina, o Anjo da Morte, segura nas mãos uma efígie em bronze, máscara mortuária de Sousa Viterbo. Com os traços bem marcados, contrasta com a indefinição com que foram esculpidos os contornos do Anjo. A posição do rosto do Anjo, virado para o lado oposto da máscara, transparece tristeza, exprimindo claramente a ideia de dor, segurando a representação do rosto de Sousa Viterbo como quem reluta em aceitar a sua morte.
Para além desta simbólica, o ramo partido e o arco inacabado acentuam o carácter nitidamente fúnebre do conjunto. Símbolos usuais da Morte, representam a ideia da morte injusta, não aceite, não esperada, que vem interromper o desenrolar normal da vida. O arco inacabado sugere todas as possibilidades de realizações, não concretizadas, porque a morte traiçoeiramente as impediu.
 
Inscritas na pedra da base, do lado direito do monumento, as datas de nascimento e falecimento de Sousa Viterbo são diferenciadas pela primeira e última letras do alfabeto grego, o alfa e o ómega, indiciando o recurso à Antiguidade Clássica que já a máscara fúnebre apontara."
 
informação retirada do site da Cãmara Municipal de Lisboa.

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